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Por que um bom embrião nem sempre resulta em gravidez?

Por que um bom embrião nem sempre resulta em gravidez?
8 de maio de 2016 Dr. Daniel Diógenes

Essa é uma das difíceis perguntas que nos defrontamos quando um casal com embriões de boa qualidade falham em implantar no útero. Ai surgem outras perguntas. Como podemos otimizar a qualidade embrionária e portanto as chances de sucesso em reprodução assistida? O que podemos fazer antes da transferência embrionária para ter melhores embriões?

Em primeiro lugar, sabe-se que estilo de vida tem claramente efeitos negativos ou positivos sobre a qualidade de óvulos e espermatozóides. Quão longo uma intervenção e uma mudança positiva em nossos hábitos é necessária para promover algum impacto?

Se considerarmos que para chegar à maturidade, óvulos demoram cerca de 3 a 6 meses num lento processo de seleção e crescimento e que espermatozóides levam cerca de 2 a 3 meses para atingir sua maturidade, acha-se que pelo menos um período de 3 a 6 meses de mudanças dos hábitos de vida sejam necessários para ter algum efeito positivo na fertilidade.

O estresse do dia-a-dia também tem impacto na qualidade de óvulos e embriões. Teorias têm relacionado o estresse a uma distribuição desigual de sangue para orgãos vitais, como: coração e cérebro, levando a uma menor irrigação sanguínea ovariana, o que levaria a uma menor oxigenação dos óvulos e portanto, a óvulos de pior qualidade.

Um grupo de pesquisadores franceses, liderados por René Frydman, demonstrou que uma boa irrigação dos folículos e óvulos está fortemente ligada a maiores taxas de gravidez. O pesquisador David Meldrum, da Universidade da Califórnia, em San Diego, afirma que o estresse é o maior responsável por uma pobre qualidade embrionária e falha em ciclos de reprodução assistida.

Logicamente, o ambiente do laboratório de reprodução assistida pode em muito contribuir para uma queda da qualidade de óvulos, espermatozóides e embriões. Esse ambiente precisa ser similar ao ambiente in vivo. Tudo, desde a temperatura à concentração de oxigênio no ar e nas incubadoras, afeta a qualidade do embrião. Neste ponto, os avanços tecnológicos tem contribuido para fornecer um melhor ambiente, com melhores incubadoras, melhores sistemas de purificação e filtragem de ar e melhores meios de cultura para gametas e embriões.

O caminho rumo ao número mágico de 100% de taxa de gravidez é longo, tortuoso e demorado. Nos resta tentar e não desistir nunca de continuar tentando.

Esse texto foi baseado em uma reflexão publicada na Fertility and Sterility, a revista da ASRM, Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em março de 2016.

Escrito por Daniel Diógenes – Diretor Técnico da Clínica Fertibaby Ceará

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