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Por que os embriões não implantaram?

Por que os embriões não implantaram?
18 de novembro de 2017 Dr. Roberto Didier

Essa é uma pergunta frequente nos consultórios de reprodução assistida frente a um insucesso de uma fertilização in vitro (FIV). Muitas vezes o casal já passou por outros tratamentos de menor complexidade ou mesmo outras transferências embrionárias, ai vem a pergunta! A resposta nem sempre é tão simples. Existe muito conhecimento a ser descoberto nesta lacuna entre a transferência embrionária e o resultado de um teste de gravidez POSITIVO.

A luz da ciência atual diversas possibilidades podem ser responsáveis pelo resultado negativo, como: um embrião com alterações cromossômicas, um endométrio menos receptivo e fatores imunológicos, entre inúmeras outras teorias existentes.

Pode haver, por exemplo, um fator masculino, com espermatozoides defeituosos levando a falhas de implantação e até a abortos de repetição, sêmens infectados por HPV (papiloma vírus humano) podem, também, levar a menores taxas de sucesso nos tratamentos de FIV.

Algumas patologias útero-endometriais podem estar relacionadas ao insucesso dos tratamentos de reprodução assistida, como: pólipos endometriais, miomas uterinos, adenomiose (endometriose uterina), endometriose, sinéquias uterinas, endometrites crônicas e cervicites (processos inflamatórios), malformações mullerianas (malformações dos órgãos pélvicos) e alterações tubárias, como a hidrossalpinge (dilatação e acúmulo de líquido nas trompas). Todas essas alterações representam potenciais problemas ao ambiente uterino-endometrial, diminuindo potencialmente as chances de implantação de um bom embrião.

Alguns distúrbios imunológicos e as trombofilias podem estar relacionados a falhas de implantação embrionária em ciclos de fertilização in vitro e a abortamentos de repetição.

Além de todos esses fatores citados, ainda existe uma verdadeira gama de opções teóricas, ainda sem comprovação científica alguma, para explicar os insucessos dos tratamentos de infertilidade. Por todas essas razões, deve-se sempre individualizar cada caso para garantir a cada paciente/casal as maiores taxas de sucesso. Os mistérios são muitos, a ciência medicina reprodutiva é muito jovem ainda e muitos anos, ainda, serão necessários para que todos ou quase todos os segredos sejam descobertos.

Fonte: Human Reproduction. Revista da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE). Outubro de 2017.

Texto escrito pelo Dr. Roberto Didier, especialista em Medicina Reprodutiva, Médico da Clínica Fertibaby Ceará, em Sobral.

 

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