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Histerossalpingografia – A Radiografia das Trompas

Histerossalpingografia – A Radiografia das Trompas
17 de julho de 2018 Dr. Daniel Diógenes

A avaliação das trompas uterinas é fundamental para qualquer mulher que esteja tendo dificuldades de engravidar e faz parte dos exames básicos de avaliação da infertilidade conjugal.

Em algumas ocasiões, torna-se desnecessária, como em situações em que existe uma clara indicação de uma fertilização in vitro (FIV), visto que nesse tipo de procedimento não há a necessidade de participação das trompas, já que o embrião será colocado diretamente no útero, ao contrário do que ocorre em procedimentos mais simples, como: a indução da ovulação e a inseminação intrauterina, quando a presença de trompas normais é necessária.

Por outro lado, se considerarmos que as obstruções e dilatações tubáreas como sequelas de processos infecciosos/inflamatórios, ainda, são umas das principais causas de infertilidade em países em desenvolvimento, como o Brasil, a importância deste exame aumenta muito.

Este exame é realizado com a injeção sob pressão de contraste pelo colo uterino, com o objetivo de se radiografar a região de forma sequêncial, permitindo-se assim a visualização de útero, das trompas e a difusão ou não do contraste para a cavidade pélvica. Se há a saída do contraste pelas trompas para a pelve, significa que as trompas são pérvias e portanto funcionantes, se não há, existe algum grau de obstrução, dilatação, aderência e/ou até hidrossalpinge (acúmulo de líquido nas trompas). A presença de trompas pérvias indica o bom funcionamento das mesmas e a possibilidade de gravidez espontânea, ao passo que uma obstrução bilateral impossibilita uma gravidez natural e indica uma FIV.

O exame é, geralmente, realizado sem sedação, costuma ser doloroso e o uso prévio de antiinflamatórios e/ou analgésicos ameniza a dor.  Em raras situações, como em casos de alergia ao contraste, o mesmo deve ser realizado com a presença de um anestesista.

Esse exame deve ser solicitado sempre que há um quadro de infertilidade e em que há uma boa quantidade de espermatozoides.

O mesmo pode ser substituído pela cromotubagem, que é a avaliação tubárea feita durante uma laparoscopia (procedimento cirúrgico por vídeo), mas indicar uma laparoscopia somente com esse intuito não é algo que deva ser feito de rotina, quando a laparoscopia se faz necessária por outros motivos, a cromotubagem deve ser a primeira escolha. Há ainda a opção da histerossonografia, uma espécie de histerossalpingografia, com uso de líquido e monitorização por ultrassom pélvico, porém é um exame de mais difícil interpretação e que é bem menos realizado nos dias atuais.

A avaliação da permeabilidade tubárea deve ser realizada rotineiramente e não deve ser postergada nunca. As trompas são fundamentais para uma boa fertilidade.

Fonte: Endocrinologia Ginecológica Clínica e Infertilidade. Speroff, 2014.

Texto escrito pelo Dr. Daniel Diógenes. Especilista em Medicina Reprodutiva. Sócio-Diretor Técnico da Clínica Fertibaby Ceará.

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