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9 de março de 2013
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Falência Ovariana Prematura – FOP

Fala-se em menopausa precoce, ou prematura, ou falência ovariana prematura ou precoce (FOP) quando a mulher entra na menopausa antes dos 40 anos. Ocorre, portanto, a interrupção definitiva da atividade ovariana antes dos 40 anos.
O principal sintoma é a amenorréia (ausência de menstruação) de instalação abrupta ou precedida por períodos de oligomenorréia (fluxos menstruais irregulares e pouco frequentes).
Outros sintomas do hipoestrogenismo (falta do principal hormônio feminino, o que caracteriza a menopausa), são : ondas de calor, irritabilidade, depressão, ansiedade, dor de cabeça, palpitações, vertigens e ressecamento vaginal, estes sintomas ocorrem em 50% dos casos.
Há várias causas de FOP, como : as doenças autoimunes (quando o corpo produz anticorpos contra ele mesmo), infecçÕes virais e causas cirúrgicas, como a retirada dos ovários por alguma doença maligna.
Das doenças autoimunes, podemos citar : anemia falciforme, diabetes insulino-dependente, tireoidites (doenças da tireóide que provocam hiper ou hipotireoidismo) e lupus eritematoso sistêmico.
Dentre as infecções virais, a caxumba, a varicela (catapora) e a rubéola também podem, raramente, causar FOP.
Entretanto, apesar das inúmeras causas de FOP, uma boa parte dos diagnósticos não consegue ser estabelecido, assim, em um bom número de casos a medicina não consegue identificar o fator causador do problema, é a chamada causa idiopática.
O grande problema da FOP está relacionado a falta de produção dos hormônios femininos (estradiol e progesterona) pelos ovários, antes do tempo, não havendo mais, portanto, a produção de óvulos.
Assim, a FOP causa infertilidade. Uma infertilidade sem volta. A mulher com FOP terá como única alternativa partir para uma doação de óvulos.
Sem a produção hormonal, a mulher terá, ainda,  uma maior perda de massa óssea, o que implica em um risco muito elevado para o desenvolvimento da osteopenia e da osteoporose.
Outra causa comum de FOP está relacionada à quimioterapia e à radioterapia, ambas podem destruir toda a reserva de óvulos,  nesses casos o congelamento de óvulos ou tecido ovariano antes da quimioterapia ou radioterapia, quando possível, pode salvar a fertilidade da mulher.
Em resumo, é preciso haver um maior cuidado na preservação da fertilidade feminina, sobretudo em casos de tratamentos cirúrgicos ovarianos e nos casos de doenças malignas que necessitem de tratamentos agressivos, como: quimioterapia e radioterapia.
Devemos sempre ficar atentos a doenças ou estados que possam causar danos ovarianos, pois infelizmente, esses danos são irreversíveis.
Uma luz no fim do túnel está relacionado ao uso de células tronco, mas, ainda, há um longo caminho a se percorrer para que possamos tornar este uso uma realidade palpável.
PS: Não podemos esquecer das formas transitórias de FOP, onde após um quadro de falência, os ovários voltam a funcionar. Esse quadro é incomum e não sabemos como e porque acontece, mas é uma variante que pode se manifestar. (detalhe muito bem lembrado pela Dra. Flávia Aguiar de Ribeirão Preto).

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