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Experiências Reprodutivas de sobreviventes do câncer que armazenaram material reprodutivo antes do tratamento

Experiências Reprodutivas de sobreviventes do câncer que armazenaram material reprodutivo antes do tratamento
23 de agosto de 2018 Dra. Lilian Serio

Nos dias atuais, armazenar as células reprodutivas (óvulos e espermatozoides), por meio da criopreservação (congelamento) antes de um tratamento para doenças cancerígenas é, sem dúvida alguma, a melhor opção para quem deseja preservar a fertilidade. As mulheres têm, ainda, a opção de congelar o tecido ovariano, que apesar de ser, ainda, considerada uma técnica experimental, vem rendendo bons frutos.

O próprio câncer em si e seus possíveis tratamentos, como a quimioterapia e a radioterapia podem ser devastadores para a fertilidade, pois tem um alto potencial de destruir as células reprodutivas.

Além disso, com os índices cada vez maiores de diagnósticos precoces e sucesso nos tratamentos contra o câncer, mais e mais pessoas jovens, em idade fértil, encontrar-se-ão aptos a constituir uma família após terem superado o câncer.

Quais seriam, então, os atuais resultados e experiências reprodutivas de pessoas que preservaram a fertilidade antes do tratamento do câncer?

Uma pesquisa realizada na Austrália, procurou coletar os dados referentes a ocorrência de gravidez em pessoas após o tratamento do câncer e que haviam criopreservado suas células reprodutivas antes deste tratamento.

Foram entrevistados 302 pessoas (171 mulheres e 131 homens). Desse total, 84% (79% das mulheres e 90% dos homens) tiveram filhos ou estavam grávidas após o fim do tratamento. A maioria das gravidezes após o tratamento do câncer, 58%, ocorreu após concepção natural. Das pessoas que usaram material congelado, 18% das mulheres e 80% dos homens engravidaram. Essa diferença entre homens e mulheres pode se dever a uma idade mais avançada do diagnóstico do câncer nas mulheres, portanto, pode ter relação com a menor reserva ovariana observadas nas idades mais avançadas.

Os dados sobre o futuro reprodutivo, após o tratamento e cura do câncer, ainda, não são tão claros, mas é evidente que a preservação da fertilidade antes dos tratamentos é uma excelente opção para aquelas pessoas que desejam engravidar no futuro.

Preservar a fertilidade antes de tratar o câncer deve ser algo incentivado e orientado pelos médicos oncologistas (especialistas em câncer), ginecologistas e urologistas. O (A) paciente precisa ter acesso às informações sobre esses processos e sobretudo sobre o futuro de sua vida reprodutiva antes de se submeter a uma quimioterapia, radioterapia e/ou a uma cirurgia.

A preservação da fertilidade é fundamental nesses casos e não deve, nem pode ser negligenciada nunca. A informação sempre deve ser dada e é fundamental para que o (a) paciente possa ter o poder de escolher e decidir que caminho seguir.

Fonte: University of Melbourne. Human Reproduction. ESHRE (Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia). Julho de 2018.

Texto escrito pela Dra. Lilian Serio. Médica Especialista em Medicina Reprodutiva. Sócia-Diretora da Clínica Fertibaby Ceará.

 

 

 

 

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