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Espermograma com Capacitação Espermática

Espermograma com Capacitação Espermática
26 de junho de 2018 Dr. Daniel Diógenes
O espermograma é o principal exame para avaliação da fertilidade masculina. Nesse exame, são avaliados inicialmente o volume, o pH e a liquefação do sêmen. Em seguida, avalia-se concentração (quantidade), motilidade (movimentação) e morfologia (forma) dos espermatozoides.
O resultado do espermograma pode revelar alterações na concentração (oligozoospermia), na motilidade (astenozoospermia) e na morfologia (teratozoospermia) dos espermatozoides. Todo espermograma alterado deve ser repetido para se confirmar a alteração. Em casos de resultados discordantes, deve ser solicitado um terceiro espermograma. Pacientes com alteração do espermograma devem, em geral, ser encaminhados ao urologista para avaliação e exame clínico na tentativa de se estabelecer um diagnóstico.
A capacitação espermática é um exame complementar ao espermograma normal. A capacitação permite avaliar a quantidade e qualidade dos espermatozoides recuperados e viáveis após o processamento. É realizado em um ambiente simulando as condições uterinas e o resultado torna-se a base para a conduta do médico para a escolha da técnica de reprodução assistida mais adequada ou para indicar ou não procedimentos de reprodução assistida.
A quantidade de espermatozoides móveis recuperados após a capacitação espermática prediz a real capacidade fértil do homem analisado, pois esses espermatozoides móveis são os “reais” espermatozoides que serviriam para uma fecundação natural, portanto essa quantidade define ou não a possibilidade de uma gravidez de forma natural, indicando, assim, tratamentos como inseminação intrauterina e fertilização in vitro (FIV). Números abaixo de 5 milhões de espermatozoides móveis na capacitação indicam, em geral, alguma técnica de reprodução assistida e números menores que 1,5/2 milhões indicam, geralmente, uma FIV.
Sem dúvida alguma, no Brasil, a maior dificuldade existente é ter-se um espermograma de qualidade. A imensa maioria dos espermogramas realizados em laboratórios de análises clínicas não apresenta uma boa qualidade. O ideal seria que todos os espermogramas fossem realizados em centros de medicina reprodutiva, visto que se trata de um exame que depende exclusivamente da capacidade de um profissional qualificado, o embriologista, que foi treinado especificamente para análise seminal e que possui, dentro de um ambiente específico, todos os materiais necessários para a realização de um bom espermograma simples ou com capacitação espermática.
A mensagem que fica é que esse exame é totalmente observador dependente e que uma boa avaliação seminal é fundamental para se chegar a um correto diagnóstico.
Fonte: OMS, 2010. SBRA (Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida), 2017. ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva), 2018.
Texto escrito pelo Dr. Daniel Diógenes. Especialista em Medicina Reprodutiva. Sócio-Diretor Técnico da Clínica Fertibaby Ceará.

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