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Contagem de Folículos Antrais – CFA

Contagem de Folículos Antrais – CFA
5 de junho de 2018 Dr. Daniel Diógenes
A contagem de folículos antrais (CFA) é um marcador da reserva ovariana usado com o objetivo de predizer a quantidade e qualidade dos óvulos e, também, a resposta à estimulação ovariana controlada em ciclos de reprodução assistida, consiste em um procedimento realizado por meio de ultrassonografia transvaginal.
Durante o exame são contados todos os folículos (estruturas onde os óvulos estão contidos) medindo entre 2 e 9/10 mm de diâmetro médio. A quantidade total desses folículos permite classificar a reserva ovariana. Uma contagem menor que 10, indica, em geral, uma reserva ovariana diminuída e, consequentemente, uma menor capacidade de se atingir uma gravidez tanto do ponto de vista espontâneo quanto por meio de tratamentos de reprodução assistida.
Como os folículos antrais maiores que 2mm são extremamente sensíveis às medicações estimuladoras dos ovários, são definidos como folículos recrutáveis. Logo, a CFA estima com grande precisão a quantidade de folículos (óvulos) e, portanto, a real reserva ovariana.
Assim, a CFA tem sido avaliada como preditora de resposta para os tratamentos com indução/estimulação da ovulação para ciclos de inseminação intrauterina (IIU) e fertilização in vitro (FIV), podendo ter correlação com a quantidade de ciclos cancelados nas más respondedoras, com o número de óvulos aspirados e com a probabilidade de gravidez.
Revelou-se um excelente preditor de reserva e resposta ovariana. Os estudos demonstraram correlações significativas entre a CFA e o hormônio anti-mulleriano (AMH).
A CFA é classicamente considerada independente da fase do ciclo menstrual, pelo que a maioria dos estudos recomendam que a CFA seja realizada na fase folicular precoce do ciclo menstrual de forma a minimizar o efeito das flutuações intraciclo. No entanto, à luz dos estudos atuais, a CFA parece não sofrer variação significativa num ciclo menstrual, principalmente quando contados apenas os folículos antrais pequenos (2-6mm). Todavia, ainda não há consenso sobre a estabilidade da CFA ao longo do ciclo. Tradicionalmente o tamanho de um folículo é avaliado com a medição do seu diâmetro com um ultrassom 2D. 
Uma correlação significativa foi demonstrada entre o número de folículos antrais de 2-10 mm de diâmetro e o número de óvulos obtidos após estimulação ovariana em ciclos de fertilização in vitro (FIV). 
Existe uma relação direta entre a CFA e a quantidade de óvulos e embriões obtidos em uma FIV. Uma CFA inferior a dez pode estar associada com um risco aumentado de cancelamento do ciclo, podendo representar um importante parâmetro de avaliação preditiva da resposta ovariana.
Apesar do ultrassom ser um método que permite a avaliação de cada ovário, como uma entidade singular, sendo mais preciso nesta avaliação individual do que qualquer outro teste hormonal, uma das suas condicionantes prende-se com a experiência da pessoa que a realiza, sendo sempre um exame subjetivo. Por outro lado, uma das grandes vantagens em relação às dosagens hormonais é ser não invasivo, além disso é um método, ainda hoje, bem mais acessível financeiramente que a dosagem de hormônio anti-mulleriano, seu principal “concorrente” na avaliação da reserva ovariana.
Portanto, contar os folículos antrais é uma das principais, senão, a principal estratégia quando se deseja avaliar corretamente a reserva ovariana. A contagem de folículos antrais (CFA) e/ou o AMH são exames obrigatórios e devem ser sempre avaliados em mulheres com algum grau de infertilidade. A reserva ovariana deve ser, sempre, avaliada corretamente e jamais deve ser negligenciada, mesmo em mulheres mais jovens (abaixo dos 35 anos), visto que mesmo em idades precoces a reserva ovariana pode estar prematuramente reduzida. A queda da reserva ovariana é um caminho progressivo e irreversível.
Fonte: Pubmed, 2012-2018.
Texto escrito pelo Dr. Daniel Diógenes. Médico Especialista em Medicina Reprodutiva. Sócio e Diretor Técnico da Clínica Fertibaby Ceará.

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