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Estamos preparados para congelar sempre?

Estamos preparados para congelar sempre?
26 de setembro de 2014 Fertibaby Ceará

Cada vez mais evidências sugerem que transferir embriões congelados após um ciclo de fertilização in vitro, parece ser uma alternativa boa e que no mínimo traria os mesmos resultados da transferência a fresco (embriões antes do congelamento).
Mais e mais estudos vem tentando demonstrar que essa nova abordagem é segura e eficaz.
Seria uma ótima alternativa para se evitar, por exemplo, casos de síndrome de hiperestímulo ovariano e de gemelaridade.
Mas será que estamos preparados para usar esse artifício de maneira rotineira? Se levarmos em consideração o fato que este tipo de transferência parece permitir ao embrião um ambiente endometrial mais receptivo, com um nível hormonal mais adequado e sem toda a elevação dos hormônios típica dos ciclos de fertilização in vitro, a resposta é sim, estamos prontos a mudar toda uma rotina dos tratamentos e do laboratório de reprodução assistida. Entretanto grandes dúvidas ainda existem. Se devemos e podemos, então como fazer isso da melhor forma e elevando as taxas de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida? Várias questões ainda estão em aberto.
Não existem, ainda, evidências fortes que nós permitam saber o melhor momento do embrião para o seu congelamento, nem a melhor técnica de congelamento e nem que efeitos a criopreservação poderia trazer ao embrião. Embora essa nova estratégia seja real, atual e promissora, é difícil dizer se realmente iremos fazer sempre assim num futuro próximo.
Repetindo a pergunta novamente.  Estamos preparados pra congelar sempre? Eu diria que, ainda, não. Precisamos individualizar cada caso, pesar os fatores positivos e negativos e decidir a melhor opção especificamente para cada caso, pois cada endométrio reflete uma paciente e cada paciente é um ser único e portanto ímpar. Assim, não podemos tratar todos da mesma forma.
É preciso que novos estudos controlados e randomizados comprovem em definitivo que o congelamento total é seguro e eficaz.  É preciso ter calma, por mais que estejamos tentados e encantados com essa nova estratégia.
Congelar parece ser um detalhe importante para dar ao embrião o melhor momento para sua implantação no endométrio, mas precisamos ainda de dados mais fortes que nos permitam incorporar definitivamente o congelamento embrionário total como uma rotina do dia-a-dia de um laboratório de reprodução assistida. Afinal de contas, quanto maior a receptividade do endométrio maiores as chances de um bom embrião implantar e resultar numa gravidez segura.

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