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Dieta e Fertilidade Feminina: O que eu posso comer?

Dieta e Fertilidade Feminina: O que eu posso comer?
15 de setembro de 2018 Dra. Lilian Serio

A ideia de que a dieta e o uso de suplementos alimentares tenham um impacto na fertilidade é antiga e, realmente, válida. As pesquisas demonstram que nossos hábitos influenciam nossa fertilidade. Estudos sobre vários nutrientes têm nos revelado resultados cada vez mais interessantes. Vamos explorar alguns desses dados. Abaixo seguem os mais importantes:

1- Ácido fólico – está envolvido na síntese do DNA (material genético), sendo crucial para a formação de óvulos e espermatozoides, para a fertilização e para a gravidez. Parece, também, melhorar o padrão de ovulação e até resultados nos tratamentos de medicina reprodutiva. A dose ideal ainda não está estabelecida. Além disso, há a clássica recomendação de uso para prevenir as malformações do tubo neural (formação da coluna fetal).

2- Vitamina D – Existem vários mecanismos nos quais a vitamina D pode ter uma ligação com a fertilidade, entretanto, faltam dados fortes que possam relacionar diretamente fertilidade e até os resultados dos tratamentos de reprodução assistida a bons níveis sanguíneos de vitamina D.

3- Carboidratos – o excesso de açúcar pode levar a não ovulação, enquanto o consumo de grãos parece ser um fator positivo para a fertilidade.

4- Ácidos graxos – o consumo de ômega 3 parece ter efeitos benéficos na fertilidade feminina e na ovulação, assim como o consumo reduzido de ácido graxo TRANS. Com relação ao ômega 6 e outros tipos de ácido graxo, como gorduras monoinsaturadas ou saturadas não há dados nem positivos e nem negativos.

5- Proteína – o consumo de carne, peixe e laticínios podem ser veículos para contaminantes ambientais, como mercúrio e substâncias conservantes. É preciso ter cuidado com a origem dos mesmos. Não há dados que demonstrem relação entre o consumo desses alimentos e a fertilidade feminina.

Em resumo, dietas mais saudáveis, com menos gordura e açúcares, mais frutas, grãos, verduras, proteínas, peixes e gorduras “boas” (azeite de oliva, por exemplo) e menor consumo de alimentos industrializados e “fast food” parecem ser ideais para quem busca uma boa fertilidade.

Tem que se ter cuidado com os contaminantes químicos que podem vir junto aos componentes da dieta, como:

1- Mercúrio em peixes e crustáceos.

2- Pesticidas em vegetais.

3- Hormônios e antibióticos em carnes.

4- Bisfenol A – substância que é liberada por recipientes plásticos que são submetidos a altas temperaturas (forno de microondas, por exemplo).

Portanto, todo cuidado é necessário para se ter uma dieta balanceada e sem contaminantes químicos.

Fonte: Department of Nutrition and Department of Epidemiology, Harvard. Fertility and Sterility – ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva). Setembro de 2018.

Texto escrito pela Dra. Lilian Serio. Especialista em Medicina Reprodutiva. Sócia-Diretora da Clínica Fertibaby Ceará.

 

 

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