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Dieta do Mediterrâneo melhora resultados em Fertilização in Vitro

Dieta do Mediterrâneo melhora resultados em Fertilização in Vitro
15 de fevereiro de 2018 Dr. Daniel Diógenes

Novas pesquisas tem relacionado um aumento das taxas de gravidez e nascimentos em ciclos de reprodução assistida (fertilização in vitro) em mulheres que têm adotado a chamada dieta do mediterrâneo, seis meses antes dos tratamentos.

Essa dieta inclui mais consumo de vegetais frescos, frutas, grãos integrais, legumes, peixe e azeite de oliva e menos consumo de carne vermelha.

Dados indicam taxas 65-68% de maior probabilidade em se atingir com sucesso uma gravidez e nascimentos de crianças vivas quando comparado com mulheres com baixa adesão a esse tipo de dieta.

Um estudo publicado em janeiro desse ano na Human Reproduction (revista da Sociedade Européia de Reprodução Humana) acompanhou 244 mulheres em Atenas, na Grécia antes de sua primeira fertilização in vitro. Mulheres que apresentaram uma dieta digamos “mais” mediterrânea apresentaram em média o dobro da taxa de gravidez que mulheres com piores hábitos alimentares. A probabilidade de se atingir a gravidez foi, portanto, bem maior nas mulheres com consumo melhor de alimentos.

A mensagem importante desse estudo é que mulheres que estão tentando engravidar devem ser estimuladas a ter uma dieta mais saudável, como a dieta do mediterrâneo, pois uma maior aderência a um estilo alimentar saudável pode aumentar as chances de sucesso. É notável que para se atingir uma gravidez, dieta e estilo de vida são muito importantes para homens e mulheres. Estudos, também, têm sugerido uma melhora do padrão seminal (espermatozoides) quando há uma maior adesão à dieta do mediterrâneo.

Um detalhe importante nessa pesquisa foi que os efeitos dessa dieta não mudaram taxas de gravidez em mulheres acima dos 35 anos, isso não quer dizer que não há um benefício, mas que mais pesquisas são necessárias e que a idade ainda é o maior fator limitante de fertilidade, sobretudo em mulheres.

Mais uma vez a mensagem que fica é comer melhor e exercitar-se mais. Vivemos uma época de intenso aumento das taxas de sobrepeso, obesidade, sedentarismo, diabetes e doenças cardiovasculares, sem dúvida alguma, fruto dos nossos hábitos erráticos e pouco saudáveis “impostos” pela sociedade moderna.

Fonte: Human Reproduction, ESHRE (Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia). Janeiro de 2018.

Texto escrito por Daniel Diógenes. Médico especialista em Medicina Reprodutiva. Diretor Técnico da Clínica Fertibaby Ceará.

 

 

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