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Desempenho escolar de crianças nascidas por Fertilização in Vitro é diferente das nascidas por concepção natural?

Desempenho escolar de crianças nascidas por Fertilização in Vitro é diferente das nascidas por concepção natural?
27 de dezembro de 2018 Dr. Daniel Diógenes

Uma das muitas dúvidas sobre as técnicas de reprodução assistida é sobre o futuro das crianças concebidas após os tratamentos de medicina reprodutiva. Como será o desenvolvimento físico e cognitivo dessas crianças? Elas terão as mesmas capacidades e performances físicas, mentais e comportamentais quando comparadas a crianças concebidas naturalmente?

Baseado nesse imenso e misterioso questionamento, inúmeras pesquisas vêm tentando mostrar a realidade dos “filhos” da medicina reprodutiva.

Uma grande pesquisa, realizada na Suécia, analisou dados, retrospectivamente, de crianças nascidas após gestações únicas, comparando o desempenho escolar de mais 8 mil crianças nascidas por técnicas de reprodução assistida e mais de um milhão de crianças nascidas após concepção natural.

Foram analisados dados, como: performance escolar nos anos do primário e após os 9 anos de idade em matemática, língua inglesa e sueca e educação física, assim como a qualificação para entrar no nível secundário. Meninos e meninas foram analisados sem restrições e não foram encontradas diferenças estatísticas nas diversas análises realizadas entre as crianças concebidas naturalmente ou após técnicas de reprodução assistida. As crianças tiveram o mesmo desempenho escolar nas diversas matérias estudadas e, também, o mesmo desempenho em atividades físicas.

Dados como este vêm sendo conhecidos com as diversas pesquisas e vêm demostrando que as técnicas de reprodução assistida parecem não afetar a vida futura desses novos indivíduos. Demonstrando, mais uma vez, que há segurança para que se possa utilizar a medicina reprodutiva sempre que necessário e que essa nova geração, fruto das tecnologias da reprodução assistida e que cresce cada vez mais, muito provavelmente não terá consequências negativas em suas vidas num futuro próximo e nem num futuro tardio.

Fonte: Human Reproduction – Revista da ESHRE (Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia). Outubro de 2018.

Texto escrito pelo Dr. Daniel Diógenes. Especialista em Medicina Reprodutiva. Sócio-Diretor da Clínica Fertibaby Ceará.

 

 

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