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Congelamento de Óvulos – Estratégia para Preservação da Fertilidade

Congelamento de Óvulos – Estratégia para Preservação da Fertilidade
3 de julho de 2016 Dr. Daniel Diógenes

Bancos de óvulos congelados provaram ser uma técnica eficiente na reprodução assistida. Congelam-se os óvulos e no futuro, no momento que a mulher desejar engravidar, faz-se um tratamento de fertilização “in vitro” utilizando os óvulos congelados anteriormente.

A saúde das crianças e a evolução das gravidezes concebidas com óvulos congelados são similares àquelas observadas na população de crianças concebidas com óvulos frescos, endossando ainda mais a segurança da técnica. Por essas razões, o congelamento de óvulos é oferecido como uma opção para mulheres que desejam postergar a gravidez, mas que desejam preservar seus óvulos para terem sua própria descendência genética. Algumas das maiores beneficiadas dessa técnica, sem dúvida, são pacientes com câncer que serão submetidas a quimioterapia e radioterapia e que ainda estão em idade fértil. Porém, as mulheres que querem postergar a gravidez por razões diversas (falta de parceiro, dificuldades financeiras, trabalho, estudo, etc) são outro grupo que pode se beneficiar enormemente do congelamento de óvulos, pois terão a idade avançada como um fator crucial de diminuição da fertilidade. É esse grupo de mulheres que mais tem utilizado a criopreservação de óvulos nos dias atuais.

O congelamento de óvulos, também, pode ajudar pacientes que tenham doenças que possam atrapalhar a fertilidade no futuro, como endometriose e outras doenças que podem causar menopausa precoce (como, por exemplo, as doenças auto-imunes). Todas as mulheres devem ser orientadas pelo seu médico ginecologista sobre a existência dessa técnica e quais as chances de uma gravidez no futuro, utilizando esses óvulos congelados. Baseado nisso, um estudo detalhado incluindo 1468 mulheres que congelaram seus óvulos eletivamente, sem ser por razões oncológicas, de janeiro de 2007 a abril de 2015, em 13 diferentes serviços do grupo IVI (Instituto Valenciano de Infertilidade) na Espanha, foi publicado em março de 2016, na Fertility e Sterility, a publicação oficial da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, procurou demonstrar a taxa de sucesso desse procedimento.

As principais taxas estudadas foram: a taxa de sobrevivência dos óvulos após congelamento, a taxa de gravidez e a taxa cumulativa de “bebê em casa” (que significa quantos bebês efetivamente nasceram desse tipo de tratamento), foram, também, levados em consideração, a idade das pacientes na época do congelamento e o número de óvulos que cada paciente tinha congelado. Dessas pacientes, 79% não tinham parceiro na época do congelamento!

Neste estudo, a média de idade das pacientes foi de 37 anos. Até o presente momento, 137 pacientes já haviam retornado às clínicas para a utilização de seus óvulos e a idade média de retorno foi de 39 anos. Desse grupo, nasceram 31 bebês, além de 11 gravidezes em curso. O estudo demonstrou que quanto mais jovem a paciente na época do congelamento dos óvulos, maior a taxa de gravidez. As pacientes com menos de 35 anos na época do congelamento, engravidaram mais do que as pacientes acima dos 35 anos. Outro detalhe importante: quanto mais óvulos a paciente congelou, maior foi chance de gravidez. Nesse estudo, a taxa de crianças nascidas foi de 15% nas pacientes que tinham apenas 5 óvulos congelados e subiu para 40% quando se tinha 8 óvulos congelados em idade menor de 35 anos. Em pacientes acima de 35 anos na época do congelamento, apenas 5% tiveram crianças nascidas utilizando 5 óvulos congelados, taxa essa que subiu para apenas 20% quando se dispunha de 8 óvulos congelados. Esses dados, são animadores, sobretudo quando existe a conscientização de que devemos incentivar a preservação da fertilidade feminina antes dos 35 anos.

Grandes empresas americanas (como, Google e Facebook) partiram na frente e têm oferecido o congelamento de óvulos a suas funcionárias, antes dos 35 anos. Um bom exemplo, que deve ser seguido. Mais uma vez, essas empresas antecipam o nosso futuro.

Texto escrito por Daniel Diógenes, médico especialista em Medicina Reprodutiva, Diretor Técnico da Clínica Fertibaby Ceará.

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