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Como o HPV interfere na Fertilidade?

Como o HPV interfere na Fertilidade?
25 de novembro de 2017 Dr. Daniel Diógenes

Mais da metade da população brasileira está infectada pelo HPV, estima Ministério da Saúde

Além do câncer, saiba os riscos que a doença representa também à sua fertilidade

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde no fim de novembro apontam que mais da metade (54,6%) da população brasileira, com idades entre 16 e 25 anos, está infectada pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). Deste total, 38,4% apresentam tipos da doença com alto risco de desenvolvimento de câncer. Segundo o estudo, realizado em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, a cidade com maior incidência de casos é Salvador, com 71,9% da população infectada, seguida por Palmas (61,8%), Cuiabá (61,5%) e Macapá (61,3%). Recife é a cidade brasileira com a menor incidência da doença, com 41,2% dos casos. A cidade de Fortaleza figura na lista, tendo 53,4% dos jovens infectados.

Juntamente com os dados da pesquisa, o Ministério da Saúde anunciou que a vacina contra o HPV passa a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a meninos de 11 a 15 anos incompletos. Desde janeiro deste ano, a idade para a imunização deste público era somente de 12 a 13 anos. Antes disso, somente meninas, com menos de 15 anos recebiam a vacina.

Responsável por vários tipos de câncer, como câncer de pênis, garganta, ânus e, o principal, câncer do colo do útero, o vírus HPV pode ainda provocar o aumento das taxas de aborto e a diminuição da fertilidade em homens e mulheres, por alterar geneticamente óvulos e espermatozoides. Muitas falhas em ciclos de reprodução assistida, que aparentemente não tem uma causa, podem ter sido ocasionadas pela infecção desse vírus”. A situação é ainda mais preocupante porque estima-se que entre 75% a 80% da população mundial já tenha entrado em contato com o vírus, muito embora muitos não manifestem lesões.

Reações nos homens e nas mulheres

Especificamente, nos homens, o vírus diminui a movimentação dos espermatozoides, deixando-os mais lentos e com mais dificuldade de penetrar no óvulo. Além disso, o HPV desenvolve uma presença maior de anticorpos contra o sêmen na superfície dos espermatozoides, como forma de reação do corpo à presença do vírus. Consequentemente, essa reação provoca a redução da fertilidade espontânea e também das taxas de sucesso em tratamentos de reprodução assistida.

Já na mulher, o vírus pode elevar em até duas vezes as chances no número de perdas gestacionais por aborto. O óvulo infectado expressaria o material genético do vírus e o embrião formado apresentaria uma maior dificuldade de maturação e crescimento, reduzindo as chances de gravidez. Mesmo mediante as técnicas de fertilização in vitro e inseminação intrauterina, o vírus dificultaria sua implantação do embrião no útero.

Medidas

Uma possível alternativa para casais que identificaram a infecção pela doença é esperar um período de cerca de seis meses para o vírus “sair” das áreas genitais, o que é um processo natural de defesa do organismo. Assim, poderia-se tentar engravidar sem a presença do vírus no espermatozoide ou no colo do útero. Outra opção seria usar técnicas de “lavagem” de espermatozoides para tentar retirar o vírus do sêmen, antes de procedimentos de reprodução assistida. Esse método ainda é experimental, mas já é utilizado mundo a fora.

Prevenção

Ainda não existe tratamento para o HPV, por isso a melhor forma de combatê-lo é a prevenção. No Brasil, o SUS oferece, gratuitamente, a vacina contra a doença para pessoas na faixa etária pré-puberal, período que geralmente antecede o início da vida sexual, embora a vacina seja indicada até a terceira ou quarta décadas de vida. O restante da população pode buscar a imunização em clínicas particulares de vacinação. Ainda assim, o uso de preservativos durante as relações sexuais também é fundamental para prevenir a doença, muito embora existam controvérsias sobre a real proteção dos preservativos masculinos frente ao hpv. Sem dúvida nenhuma a vacinação em massa da população será fundamental para o controle da verdadeira epidemia do HPV que vivemos nos dias atuais.

Fonte: Ministério da Saúde do Brasil. ESHRE (Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia). Novembro de 2017.

Texto escrito pelo Dr. Daniel Diógenes, Especialista em Medicina Reprodutiva. Diretor Técnico da Clínica Fertibaby Ceará.

 

 

 

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