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Bem-estar dos casais homoafetivos após tratamentos de Medicina Reprodutiva. Existem diferenças?

Bem-estar dos casais homoafetivos após tratamentos de Medicina Reprodutiva. Existem diferenças?
16 de agosto de 2018 Dr. Daniel Diógenes

Com os avanços das técnicas de reprodução assisitida e sobretudo com o avanço da sociedade na busca pela igualdade total de direitos aos seus cidadãos, idependente de cor, classe social, religião ou inclinação sexual, hoje, têm-se cada vez mais casais homoafetivos buscando a medicina reprodutiva para a realização do sonho de ter uma família.

Será que existem diferenças entre casais homoafetivos masculinos e femininos, no sentido de bem-estar quando há a concreização da gravidez e do nascimento? Um casal homoafetivo masculino teria mais dificuldades em lidar com o nascimento de um filho? Baseado nisso, pesquisadores holandeses, franceses e ingleses, realizaram uma pesquisa para procurar entender o real impacto do nascimento de um filho na vida desses casais.

Será que os casais masculinos teriam maiores níveis de estresse e insatisfação que casais homoafetivos femininos e casais heterossexuais?

Foram entrevistados 38 famílias de homens homoafetivos, 61 de mulheres homoafetivas e 41 famílias heterossexuais, todos com filhos na faixa etária de 4 meses de vida.

Os resultados desta pesquisa demonstraram baixos níveis de estresse, ansiedade e depressão dos pais nos três tipos de famíla e níveis similares de satisfação. Muito embora, a pesquisa tenha sido feita apenas após 4 meses do nascimento, ou seja, um curto espaço de tempo de experiência para os novos pais, é visível que os casais, independente de que tipo sejam, parecem passar pela mesma experiência, reagindo de forma muito similar. Isto vai ao encontro do que realmente têm-se visto nos dias atuais, que todos são iguais dentro de uma mesma sociedade e portanto têm os mesmos direitos e deveres.

Pesquisas assim são importantes para que se possam desenvolver políticas e legislações em relação a essas novas formas familiares, bem como para a regulamentação do uso do útero de substituição.

Fonte: University of Amsterdam. University of Cambridge. Université Paris Nanterre. Human Reproduction, ESHRE (Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia). Agosto de 2018.

Texto escrito pelo Dr. Daniel Diógenes. Médico Especialista em Medicina Reprodutiva. Sócio-Diretor Técnico da Clínica Fertibaby Ceará.

 

 

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