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Aumentando as Chances de Gravidez Natural – O Impacto da Idade e das Práticas Sexuais

Aumentando as Chances de Gravidez Natural – O Impacto da Idade e das Práticas Sexuais
15 de abril de 2019 Dr. Daniel Diógenes

Há muitos mitos e interpretações erradas sobre informações para otimizar as chances de uma gravidez natural. O fácil acesso às informações, nos dias atuais, leva muitas vezes a conceitos errôneos, que rapidamente se alastram pela internet, causando um impacto imensurável e confundido pacientes e médicos.

Seguem abaixo os principais pontos relativos à idade e práticas sexuais:

1- Idade Feminina

Embora as mulheres de 40 anos sejam jovens em termos gerais, sua fertilidade já não é mais a mesma dos 30 anos. Isso ocorre pela queda na quantidade e qualidade dos óvulos. Após 35 anos e sobretudo após 37/38 anos há uma rápida aceleração do consumo e perda de óvulos, que são perdidos em torno de 400 ao mês.

Portanto, o impacto dos estilos modernos de vida e o atraso em buscar a gravidez provocará um declínio na probabilidade de uma gravidez espontânea.

2- Idade Masculina

Os dados mostram uma piora da qualidade seminal com o avançar da idade e o aumento do risco de doenças genéticas, neurológicas e psiquiátricas nos filhos. Uma recente revisão de 81 estudos encontrou associação de idade paterna avançada e problemas, como: autismo, esquizofrenia e aneuploidias (alterações genéticas) na prole.

3- Janela de Fertilidade (Modelo Matemático)

É compreensível entender que as pessoas acreditem que o dia da ovulação é o dia máximo de fertilidade, sendo muito comum ver os casais concentrando suas atividades sexuais no dia da ovulação e nos dois/três dias seguintes.

Entretanto, dados científicos da ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva) e da Sociedade de Endocrinologia Reprodutiva e Infertilidade demonstram, por modelos matemáticos, que o período fértil é a janela que começa cinco dias antes da ovulação e termina no dia exato da ovulação e que a maior chance de gravidez natural está associada a ter atividades sexuais dois dias antes da ovulação.

Portanto, as maiores chances de gravidez seriam do período de 5/6 dias antes da ovulação até o dia da mesma. Sinais como muco aumentado e aumento da temperatura corporal podem ajudar a identificar esse período, mas só ocorrem em 60% dos ciclos e não são exatos.

É importante notar que essa janela não muda com o avançar da idade, o que diminui a chance de gravidez é a idade avançada. As chances de gravidez espontânea entre 35-39 anos são aproximadamente a metade de mulheres abaixo de 26 anos, por exemplo.

4- Frequência Sexual

O pensamento errado de que práticas sexuais diárias “enfraquecem” os espermatozoides é algo difícil de se mudar. Dados científicos demonstraram, em 10 mil análises seminais, que em homens sem alterações seminais, a ejaculação diária em nada afetaria a qualidade e quantidade dos espermatozoides e que mesmo em homens com poucos espermatozoides, a ejaculação diária provocaria um efeito benéfico de aumento da movimentação e concentração dos mesmos.

Outro estudo, com 221 casais, demonstrou que a maior taxa de fecundidade natural (37%) ocorreu em casais que tinham relações diárias.

Portanto, parece que quanto maior o número de ejaculações mais efeitos benéficos parecemos ter, então essa poderia ser uma estratégia para aumentar a fecundidade. Além disso, longos períodos de abstinência estariam associados a menores taxas de gestação.

Portanto, quanto maior a frequência sexual, melhores as chances de concepção. Há que se ter o cuidado para que isso não gere um desgaste emocional desnecessário, assim o casal deve buscar qual a melhor estratégia para si. Ter relações sexuais diárias ou a cada 2/3 dias deve ser, sempre, o objetivo.

5- Posições Sexuais

As posições adotadas no coito ou após a relação sexual não estão associadas à aumento ou diminuição das chances de gestação. Levantar após a atividade sexual não muda em nada as chances de gravidez.

Estudos demonstram que entre 1 a 15 minutos após a ejaculação os espermatozoides já se encontram na região das trompas. A ocorrência do orgasmo feminino, também, não influencia as chances de gravidez.

6- Uso de Lubrificantes

O uso de lubrificantes por mulheres que sofrem de ressecamento no ato sexual ou por aquelas que acreditam poder ter uma maior fertilidade com esse uso, pode na verdade diminuir as chances de concepção natural. A maioria dos lubrificantes afeta muito a movimentação dos espermatozoides. Óleo de canola ou os óleos usados em bebês parecem afetar discreta e rapidamente a motilidade, não tendo um impacto real sobre a movimentação dos mesmos. Já o óleo de sésamo afeta em muito a movimentação dos espermatozoides. O óleo de mostarda parece tornar os espermatozoides mais ativos.

Portanto, se for necessário o uso de gel vaginal, há que se ter uma real noção dos componentes desse gel antes do uso e se possível evitar o uso.

7- É possível definir sexo do bebê pela prática sexual?

Não existem dados científicos que determinem que dia seria o mais provável para se engravidar de um menino ou uma menina, ou seja, independente de ter atividade sexual antes, durante ou depois da ovulação as chances seriam as mesmas.

Há ainda muito conhecimento que se é necessário obter sobre a fertilidade. Dados vêm demonstrando que a exposição à poluição, substâncias tóxicas, maconha e exposições devido ao trabalho (micro-ondas, calor, pesticidas, por exemplo) podem reduzir muito a fertilidade.

Parece que a forma atual de viver, sobretudo nas grandes cidades impacta demais a nossa fertilidade. Além disso, o estresse pode estar muito associado à infertilidade.

É preciso buscar o equilíbrio e tentar entender tantos fatores que interferem em nossa fertilidade. Equilíbrio é a palavra certa e a idade é fundamental.

Fonte: Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) – Comitê de Ginecologia Endócrina. Abril de 2019.

Texto escrito pelo Dr. Daniel Diógenes. Especialista em Medicina Reprodutiva. Diretor Técnico da Clínica Fertibaby Ceará.

 

 

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